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Elaborado
por EV. JOELSON SANTOS
(91) 991740212
O SER DE DEUS
Uma Palavra
Em primeiro quero
agradecer a Deus por me conceder forças e graça para pesquisar, estudar e assim
preparar o material que chega a suas mãos. Também agradecer aos amigos e irmãos
que independente da denominação tem sido verdadeiros instrumentos de Deus na
minha vida, por meio da oração, da palavra amiga e do amor fraterno. É certo
que não posso esquecer-me A.D de MADUREIRA em Tailândia-PA que tem me acolhido
e honrado como obreiro. Quero destacar a pessoa do meu pastor MANOEL GOMES
FARIAS que tem acreditado em minha chamada e me dado oportunidades de mostrar a
que Deus me chamou. Portanto, esse trabalho
é fruto da graça de Deus e do apoio de todos, e do amor que sinto por vós. Em
Cristo.
EV. JOELSON SANTOS
Tailândia-PA
SUMÁRIO
Pontos abordados
I.
Confissões
de Santo Agostinho
II.
O
que é Teontologia?
III.
Teorias
inadequadas
IV.
Deus em
outras religiões
V. A existência de
Deus
VI.
Quem é Deus
VII.
Atributos de Deus
VIII.
Os nomes de Deus
IX.
Quantas pessoas há na Trindade
x. Trindade Divina
Introdução
Bem-vindos a disciplina
O SER DE DEUS.
Falar sobre Deus não é tarefa
fácil uma vez que estamos tratando do infinito, do ilimitado, do eterno. No
entanto dispomos das Sagradas Escrituras que é a revelação de Deus, e a mesma
nos fornece informações necessárias para crermos em sua existência, em seu
poder e providencia.
O Teólogo Karl Barth desenvolveu
o seguinte entendimento em relação a Deus – o Totalmente Outro. Barth entende que por si
mesmo o homem nada pode saber e dizer a respeito de Deus. Só podemos falar
verdadeiramente de Deus o que ele mesmo transmitiu. Somente o que Deus revelou
de si mesmo pode ser conhecido e comunicado pelo ser humano. A pessoa que
pretende falar de Deus a partir de seus sentimentos e de seu raciocínio está na
verdade falando de um ídolo. O verdadeiro Deus é "Totalmente Outro" em
relação ao ser humano – em tudo o que a pessoa pensa, sente, deseja, compreende
e elabora.
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"Deus não é um poder ou uma verdade, Deus não é o Ser
a ser descoberto pelo próprio ser humano para então lhe outorgar o título de
divindade; ao invés, Deus é aquele que se tornou conhecido do ser humano como
seu real Senhor, ao ir ao seu encontro agindo, julgando, perdoando,
santificando, prometendo, isto é, ao se revelar a ele."
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Então partindo de sua
revelação “ As Sagradas Escrituras “ estudaremos o SER DE DEUS.
Que possamos por meio
das anotações desse material,aprender mais sobre esse Deus maravilhoso e assim
melhor servi-lo e adora-lo.
Que o conhecimento
adquirido no curso não seja usado para discussões tolas que enfraquece o corpo
de Cristo, mais sim para edificação e resposta a todo aquele que vos pedir
razão da esperança que há em vós.
I.
Confissões de Santo Agostinho
Louvor e Invocação
És grande, Senhor e infinitamente digno de
ser louvado; grande é teu poder, e incomensurável tua sabedoria. E o homem,
pequena parte de tua criação quer louvar-te, e precisamente o homem que,
revestido de sua mortalidade, traz em si o testemunho do pecado e a prova de
que resistes aos soberbos. Todavia, o homem, partícula de tua criação, deseja
louvar-te.
Tu mesmo que incitas ao deleite no teu
louvor, porque nos fizeste para ti, e nosso coração está
inquieto enquanto não encontrar em ti
descanso.
Concede, Senhor, que eu bem saiba se é
mais importante invocar-te e louvar-te, ou se
devo antes conhecer-te, para depois te
invocar. Mas alguém te invocará antes de te conhecer?
Porque, te ignorando, facilmente estará em
perigo de invocar outrem. Porque, porventura, deves
antes ser invocado para depois ser
conhecido? Mas como invocarão aquele em que não crêem?
Ou como haverão de crer que alguém lhos
pregue?
Com certeza, louvarão ao Senhor os que o
buscam, porque os que o buscam o encontram
e os que o encontram hão de louvá-lo.
Que eu, Senhor, te procure invocando-te, e
te invoque crendo em ti, pois me pregaram teu
nome. invoca-te, Senhor, a fé que tu me
deste, a fé que me inspiraste pela humanidade de teu
Filho e o ministério de teu pregador.
II.
O
que é TEONTOLOGIA?
A Teontologia, ou
Teologia (PROLEGÔMENOS), é o ramo da Teologia Sistemática
que trata especificamente do estudo do ser de DEUS. A investigação abrange:
·
A existência de Deus
·
Os atributos divinos
·
A Trindade
·
A criação
·
A Teodicéia (doutrina de Deus) etc.
Esequias
soares, teólogo pentecostal, explica que o Dr. Lewis S. Chafer criou o
neologismo “TEONTOLOGIA” para definir melhor a doutrina de Deus:
De
acordo com Chafer, como o termo grego on/ ontos significa “ser” , a ênfase de
tal estudo recai sobre o ser de Deus. Ou, ainda, segundo Charles Hodge,
trata-se da “teologia propriamente dita”. A doutrina de Deus é, pois, o principal
assunto da Teologia sistemática ou de qualquer sistema teológico. È o ponto de
partida que norteia todo o ensino teológico.
III.
Teorias inadequadas
Há vários sistemas de crenças em Deus
que divergem dos ensinos bíblicos e inúmeras tentativas de explicar o
relacionamento dEle com o homem. Essas teorias inapropriadas levam o homem a se
distanciar do Criador, como venenos que mata a alma.
Teoria que nega a existência de Deus:
O ATEISMO
O termo vem de duas palavras
gregas: da partícula negativa “a”, “negação” ou “privação”; e de “theos”,
“Deus”. A ideia é da negação do senhor, isto é, “Deus não existe”. Essa palavra
aparece apenas uma vez no Novo Testamento, como sentido de “sem Deus” (Ef 2.12),
e não de negação da existência divina.
O ateísmo é uma teoria contraditória em si
mesma, pois, para negar a existência de Deus verdadeiro, apoia-se na
pressuposição de que existe! A palavra do Senhor chama os ateus de néscios,
haja vista afirmarem: “não há Deus “ (Sl 14.1; 53.1)
Na pratica, o ateísmo é um modo
de vida sem relação alguma com a crença em Deus. Seus adeptos vivem como se Ele
não existisse.
Entre aqueles que negam a
existência pessoal de Deus estão os ateus. Destes, destacam-se duas
classes:
Os ateus práticos: são sensivelmente gente de Deus,
que na vida pratica não reconhecem a Deus, e que vivem como se Deus de fato não
existisse. “Que não há Deus, são todas as suas cogitações” (Sl 10.4) ou seja o
homem mal não se importa com Deus; por causa do seu orgulho ele pensa assim;
“para mim Deus não tem importância”.
Contudo, mesmo se autodenominando ateus, não conseguem explicar o vazio
de suas almas.
Os ateus teóricos: são geralmente uma classe mais
intelectual, e baseiam suas negações na existência de Deus no desenvolvimento
de raciocínio meramente humano. Tratam de provas por meio que eles argumentos
razoáveis e conclusivos que não há Deus. Este tipo de ateísmo, é resultante do
estudo de perversão do homem, e de seu desejo de escondesse de Deus.
Segundo o
professor Flint, há três classes de ateus teóricos:
1.
O ateu dogmático
2.
O ateu séptico
3. O ateu capcioso
Os ateus
não conseguem entender sequer o que se passa com eles mesmo. No entanto, ainda
que haja alguém que admita não sentir a necessidade de Deus em sua vida, isso
jamais invalidara a inquestionável realidade da existência dEle.
IV.
Deus em outras religiões
1.
Judaísmo
O
princípio básico do judaísmo é a unicidade absoluta de YHWH como Deus e criador, onipotente, onisciente, onipresente, que
influencia todo o universo, mas que não pode ser limitado de forma alguma. A
afirmação da crença no monoteísmo manifesta-se na profissão de fé judaica
conhecida como ShemáDt 6.4. Assim qualquer tentativa de politeísmo é fortemente rechaçada pelo judaísmo, assim como é proibido
seguir ou oferecer prece a outro que não seja YHWH. O Judaísmo é completamente
avesso a doutrina da triunidade de Deus.
2.
Islamismo
Deus Alá (Allah) em árabe. A pedra basilar da fé islâmica
é a crença estrita no monoteísmo. Deus é considerado único e sem
igual. Cada capítulo do Alcorão (com a exceção de um)
começa com a frase "Em nome de Deus, o beneficente, o misericordioso".
Uma das passagens do Alcorão frequentemente usadas para ilustrar os atributos
de Deus é a que se encontra no capítulo (sura) 59:"Ele é Deus e não há
outro deus senão Ele, que conhece o invisível e o visível. Ele é o Clemente, o
Misericordioso! Ele é Deus e não há outro deus senão Ele. Ele é o Soberano, o
Santo, a Paz, o Fiel, o Vigilante, o Poderoso, o Forte, o Grande! Que Deus seja
louvado acima dos que os homens lhe associam! Ele é Deus, o Criador, o
Inovador, o Formador! Para ele os epítetos mais belos" (59, 22-24).
3.
Mormonismo
O Mormonismo ensina que Deus era um homem como nós que habitava em outro
mundo e que progrediu até tornar-se deus seguindo as leis e ordenanças do deus
de seu mundo de origem. Deus trouxe com ele para a Terra, sua esposa, uma
mulher com quem se casou no mundo de lá. Ela é, então, por natureza uma deusa.
Ele agora governa este mundo, pois alcançou a condição divina. Sendo deus e sua
esposa pessoas exaltadas, ou seja, deidades, possuem ambos um corpo físico e
geram filhos espirituais que crescem e amadurecem no reino espiritual. O
primeiro espírito que nasceu no reino espiritual foi Jesus.
4.
Hinduísmo
No hinduísmo há milhões
de deuses, são, portanto, politeístas. No hinduísmo três deuses se destacam
formando assim uma tríade: Brama, o Criador, Vixenu, o Preservador e Xiva, o
Destruidor.
5. Panteísmo
É a crença de que
absolutamente tudo e todos compõem um Deus abrangente e imanente, ou que o
Universo (ou a Natureza) e Deus são idênticos. Sendo assim, os adeptos dessa
posição, os panteístas, não acreditam num deus pessoal, antropomórfico ou
criador. A palavra é derivada do grego pan (que significa
"tudo") e theos (que significa "deus"). Embora
existam divergências dentro do panteísmo, as ideias centrais dizem que deus é
encontrado em todo o Cosmos como uma unidade abrangente. Recorrendo ao
Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, lemos que o panteísmo só admite como
Deus "o todo, a universalidade dos seres", não sendo, portanto, um
conteúdo em particular Deus, mas sim a totalidade deste.
V.
A
Existência de Deus
A Bíblia não se
preocupa em tentar provar a existência de Deus, simplesmente ela afirma sua
existência “ No princípio criou Deus “ Gn 1.1.
Para o crente, a
existência de Deus é o âmago da sã teologia. Só tem sentido falar- se da existência de
Deus, se cremos, realmente, que Ele existe. Nesse estudo a bíblia é
infinitamente rica e definida. Ela não supõe apenas que há algo, alguma coisa,
alguma ideia ou tendência a que se deve dar o nome de Deus. Absolutamente! Deus
existe? Este é o insofismável (claro) testemunho das escrituras. Ele é o
supremo que existe por si mesmo (asseidade). Ele é um ser pessoal, vivo e
ativo, do qual depende todas as coisas no tempo e no espaço. Sim, este é o Deus
eterno, amoroso e poderoso que a bíblia se revela.
Nossa principal crença na existência de Deus
é a bíblia e o testemunho do ESPIRITO SANTO no seu interior. A bíblia se
destina a toda humanidade, inclusive ao ateu que nega a possibilidade de saber
se Deus existe ou não. O ateu afirma não
crer na existência de Deus por se incapaz de descobri-lo no universo material.
Deus sendo Espirito não pertence a categoria da matéria e, portanto, não
pode ser descoberto pelo tubo de ensaio do cientista, ou pelo telescópio do
astrônomo, ou ainda outros inúmeros recursos daqueles que estudam o universo.
A bíblia do Gênesis ao apocalipse, revela um
Deus vivo, santo, todo poderoso e amoroso, de olhos abertos ouvidos atentos e
braços estendidos em benefício do gênero humano. Nas declarações da bíblia a
respeito da existência de Deus, temos a de (2co 5.19). De que Deus estava em
Cristo... (Hb 1.3; Jo 1.18; 14.9). Outras provas da existência de Deus, são as
evidencias racionais ou naturais que cercam o homem, e como já dissemos o
testemunho que o Espirito dar no interior do crente.
1.
Argumento
bíblico e da Constituição do homem
O Rev. Heber Carlos de
Campos em seu livro “ O Ser de Deus “ trabalha a afirmação de Deus em duas
categorias:
ü Primeiro:
A afirmação da existência de Deus nas Escrituras, ou seja, a Bíblia afirma a existência
de Deus Sl 19.1; Hb 11.6
ü Segundo:
A afirmação da existência de Deus na constituição do ser humano.
Dentro desta segunda categoria temos:
·
Sêmen
RELIGIONIS – A semente da religião foi plantada dentro do
coração do homem quando Deus o criou. Nenhum homem é ateu por natureza.
·
Sensus
DIVINITATIS – A semente da religião existe porque o
ser humano nasce com o senso de que existe um Ser divino por detrás de tudo o
que ele vê e sente. A ideia de Deus está plantada na alma humana.
“
Portanto, visto que desde o começo do mundo não têm havido nenhuma região, nenhuma
cidade, em resumo, nenhuma família que pudesse viver sem religião, nisto
descansa a tácita confissão de que o sensusdivinitatis está inscrito no coração
de todos os homens” João Calvino
2.
Argumentos
naturalistas para a existência de Deus
a)
Cosmológico
Da
palavra grega “ kosmos “, mundo. O universo é um efeito que exige uma causa
adequada, e a única causa suficiente é Deus ( Sl 19.1 ).
b) Teleológico
Da
palavra grega “ telos “, fim. O universo não apenas prova a existência de um
Criador, mas indica a existência de um Arquiteto, um Planejador. Há um
propósito observável no universo que indica a existência de Deus como seu
Planejador.
c) Antropológico (moral)
Da
palavra grega “ antropos “, homem. Já que o homem é um ser moral e intelectual,
deve ter um Criador que também seja moral e inteligente (At 17.29 ). A natureza
moral, os instintos religiosos, a consciência e a natureza emocional do homem
argumentam em favor da existência de Deus.
d) Ontológico
Da
palavra grega “ on “ existente, ser. O homem tem a ideia inerente de um Ser
Perfeito. Esta ideia naturalmente inclui o conceito de existência, já que um
ser, em tudo mais perfeito, que não existisse, não seria tão perfeito quanto um
ser que existisse. Portanto, visto que a ideia de existência está contida na
ideia de um Ser Perfeito, esse Ser Perfeito deve necessariamente existir.
VI.
Quem
é Deus?
Na
pergunta de número 4 do Catecismo Menor de Westminster temos a resposta: Deus é
espírito, infinito, eterno e imutável em seu ser, sabedoria, poder, santidade,
justiça, bondade e verdade.
Ref.
Jo 4.24; Ex 3.14; Sl 145.3; 90.2; Tg 1.17; Rm 11.33; Gn 17.1, Ap 4.8; Ex
34.6-7.
VII.
Os
atributos de Deus
Os
atributos são “ qualidades “, “ propriedades “, “ virtudes “ ou “ perfeições “
de uma pessoa particular ou de um ser. Como Deus é um ser, ele possui
qualidades ou características que fazem com que ele seja o que é. Os atributos
não são alguma coisa acrescida a Deus, mas são qualidades essenciais dele.
1. Atributos incomunicáveis
Deus é independente
e auto-existente( Gn 1.1; Êx 3.14; Is 40.13 )
Deus é imutável:
o fato de Deus existir por si mesmo, bem como sua eternidade são argumentos
legítimos em abono da imutabilidade de Deus. Na qualidade de ser infinito
absolutamente independente e eterno, Deus não estar sujeito a mudança.
·
A erosão deforma a terra,
·
A ferrugem consome o ferro,
·
Cupim destrói a madeira,
·
A traça consome o livro,
·
O uso desgasta o ouro, mas o Deus da bíblia
sobre o qual o tempo e o espaço não exercem influência... é um Deus eterno e
imutável.
(1 Sm 15.29; Ml 3.6; Tg
1.17; Hb 13.8; Ex 3.14; Sl 102.26,27)
Definição da
imutabilidade de Deus
A imutabilidades é aquela perfeição, por meio da qual, Deus não
esteja sujeito a qualquer mudança, não somente no seu ser, mas também em suas
perfeições, propósitos e promessas. Deus é o pai das luzes, em quem não podem
existir variação ou sombra de mudança (Tg 1.17). É este Deus que habita na
eternidade, que criou o mundo segundo o seu conselho, que foi encarnado em
Cristo, e fez sua morada na igreja através da pessoa do Espirito Santo. “A melodia de uma canção simples como o lar
doce lar pode ser tocada era um instrumento com diversas variações. Mas através
de todas essas variações, a melodia permanece uma unidade auto-coerente do
princípio ao fim”. A imutabilidade de Deus é como uma tal melodia, manifestando-se
por meio de indetermináveis variações de métodos.
Aparente dificuldade
quanto a imutabilidade de Deus
Temos dito até agora que Deus é imutável, isto é, Deus não muda
jamais. Assim, o querem dizer os versículos seguintes (Gn 6.6; Jn 3.10). A
palavra arrependesse neste passo, significa mudança de atitude de Deus em decorrência
do arrependimento do homem. O homem se arrepende no sentido do mal cometido,
enquanto que Deus se arrepende no
sentido de atitude, de suspender uma.
O termo aplicado a Deus é uma antropomorfose, isto é, os
escritores da bíblia aplicam-no a Deus como se estivesse se referindo ao homem
(Jr 18.7,10; 26.3,13). Assim, sempre que lemos na bíblia qualquer porção que
indique que Deus se arrependeu, lembremos que isto é uma alusão direta ao fato
de que Ele mudou de atitude para abençoar pecadores arrependidos, ou castigar
aqueles que se desviaram do seu conselho e orientação (Nm 23.19).
Deus é eterno(
Rm 11.33; 1 Tm 6.16 ). A Escritura descreve a eternidade divina no sentido de
que Deus permanece por todos os séculos para sempre ( Sl 90.2; Ef 3.21 ).
Deus é onipresente. O Salmo 139
ensina que o Senhor é onipresente (2Sm 12.11; 2 Rs 5.26; Sl 56.8; 66.12; 90.2;
At 5.1-11; 17.31; 23.11). Ele está presente em todo lugar e, portanto, imanente
na criação, sem ser, entretanto, confundido com ela. Por outro lado, Deus não
pode ser contido pela criação porque ele a transcende (Is66.1). O atributo da
onipresença de Deus estar intimamente ligada à sua onisciência e onipotência.
Só Deus possui esses três “onis”.
Por sua presença, é que Deus estar em todos os lugares e possui pleno conhecimento
de tudo quanto ocorre em todos os lugares. Isto não significa, contudo, que
Deus esteja presente localizado e limitado em qualquer lugar como acontece com
o homem, isto é, corporalmente, pois Deus é um ser espiritual.
Depoimento bíblico quanto a onipresença de Deus ( Sl 139.7,12)
Deus estar no inferno? Evidentemente
Deus não estar em todos os lugares no mesmo sentido e com o mesmo propósito.
Ele estar presente em alguns lugares no sentido em que Ele não estar noutros.
Ele estar no céu como lugar de sua eterna habitação e como local do seu trono.
Ele estar na terra abençoando os homens e mantendo viva a natureza; já a sua
presença no inferno tem a ver com a sua justiça, maldição e castigo.
Deus é livre e
onipotente( Gn 17.1; 18.14; Jr 32.27; Lc 1.37; Mc 10.27 ). Isso não
quer dizer que não haja limitações no poder de Deus, mas que as limitações que
existem são apenas os limites impostos pela sua própria natureza. Deus não pode
pecar ou fazer o mal. Ele não pode desistir de ser. Charles Spurgeon (1834-1892)
disse: “ Deus é
independente de tudo e de todos. Ele age de acordo com sua própria vontade.
Quando Ele diz: ‘Eu farei’, o que quer que diga será feito. Deus é soberano, e
Sua vontade, não a vontade do homem, será feita”.
A palavra onipotência
deriva-se de dois termos latim, omnise potência, que
juntos significam “todo poder”. Esse atributo aplicado a Deus, mostra seu poder
ilimitado; que Ele tem poder para fazer qualquer coisa que queira. A
onipotência de Deus é aquele atributo pelo qual Ele pode levar a efeito
qualquer coisa que deseja.
Depoimento bíblico quanto a
onipotência de Deus
(Gn
18.14; Jó 42.2; Sl115.3)
0nipotencia de Deus aplicada
De acordo com a bíblia
sagrada a onipotência de Deus estar aplicada.
a) No domínio da natureza ( Gn 1.1,3).
b)
No domínio da
experiência humana, segundo ilustrado por: José (Gn 39.2, 3, 21). Nabucodonosor(
Dn 4.19,37). Daniel (Dn 1.9). Faraó (Ex 7.1,5). Aos homens em geral (Sl
75.6,7).
c) Nos domínios das coisas celestiais (Dn 4.35).
d) No domínio dos espíritos malignos ( Jo 1.2).
2. Atributos Comunicáveis
Deus é onisciente
O Deus
da bíblia não é só um ser pessoal, existem em sim mesmo, eterno e imutável, Ele
é também o Deus perfeito em ciência e sabedoria, Isaias disse que o
entendimento de Deus não se pode medir (Is 40. 28). Ele não só possui a
perfeita sabedoria: Ele mesmo é um manancial de tudo.
Depoimentos bíblicos
quanto a onisciência de Deus
(Jo 11.1,8; Sl 147.5;Rm 11.33;Sl 139; Jo 21.17; 1 Jo 3.20; Ap20.12).
Definição
de onisciência deriva de duas palavras latinas, omnis, que significa tudo, e scientia,
que significa conhecimento. Assim, a onisciência de Deus tem a ver com sua
capacidade de tudo saber. De fato, as escrituras ansinam do começo ao fim que
Deus é onisciente: sua compreensão é infinita, e sua inteligência é perfeita.
A onisciência de Deus aplicada
(Mt 6.8; Mt 10.28 Jo 3.20; At 15.18; Pv 15.3; Pv 5.21; Sl
147.4; Sl 139.4; 1co 29.9; Ex 3.7).
Não
há uma cidade, uma vila, uma casa sobre a qual não estejam os olhos de Deus. Não
existe uma só emoção, impulso ou pensamento dos quais Ele não tenha
conhecimento. Ele conhece toda ocorrência ou aventura, que envolve alegria ou
tristeza, do prazer, adversidades ou prosperidade, sucesso ou fracasso, vitória
ou derrota. “ Não há criatura que não seja manifesta na sua presença; pelo o
contrário, todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos daquele a
quem tempos de prestar contas’’(Hb 4.13).
Ele
tem capacidade de inteligência e raciocínio. Não existe mistério para Deus.
A sabedoria de Deus,
em associação com sua inteligência e raciocínio, é o atributo pela qual ele
sempre cumpre os seus fins de maneira a maximizar seu bem e gloria. Maximizar
sua glória não significa que Deus está crescendo em glória, mas fazendo que sua
glória seja mais conhecida. A sabedoria de Deus pode considera-se como aspecto
particular de seu perfeito conhecimento. É evidente que conhecimento e
sabedoria não são a mesma coisa; ainda que sejam intimamente ligadas nem sempre
se encontram juntas. Um homem inculto pode sobrepor-se em sabedoria a um erro
erudito. O conhecimento se adquire por meio do estudo, enquanto que a sabedoria
é resultado do conhecimento adquirido pela pratica da viva e pela intuição. O
conhecimento é teórico, enquanto que a sabedoria é pratica. Ambos são imperfeitos
no homem, porém, em Deus se caracterizam por sua absoluta perfeição.
Depoimento bíblico quanto a sabedoria de Deus
(1Sm 2.3; Jo 12.13; 1Co
1.14; Ef 3.10)
A sabedoria de Deus aplicada
A sabedoria de Deus estar
relacionada com a sua inteligência, tal como se revela na adaptação dos meios
aos fins. Isto quer dizer que deus sempre se empenha pelo pelos melhores fins
possíveis e escolhe os melhores para a realização do seu propósito.
A manifestação da sabedoria de Deus
Em muitas passagens a
escritura se refere a sabedoria divina, de forma personificada, como em (Pv
8.) Manifestando-a particularmente:
a) Na obra da criação (Sl 19.1-4)
b) Na providencia (Sl 33.10,11)
c) Na redenção (Rm 11.33; 1Co 2.7, 8; Ef 3.10).
A bondade de Deus.
Deus é bom em si mesmo; ou seja, é perfeitamente santo; mas não é essa a
bondade que estamos considerando aqui. É a bondade de Deus em ação, que se
revela em fazer bem aos outros, que está agora sob nossa consideração. Ela pode
ser definida como aquela generosidade e bondade todas as suas criaturas. (Sl
36.6; 104. 21; 145.8-9,16; Mt 5.45; At 14.17).
O amor de Deus. O amor envolve afeição, mas também envolve atitude de
entrega, cuidado e correção. O amor busca o bem do ser amado e paga o preço
pela promoção desse bem.
A Bíblia declara que “Deus é amor”
(1Jo 4.8). Em relação ao homem, esse amor se revela no fato de Deus se
permitir amar os pecadores. Isso é graça (Ef 2.4-8). O amor foi
derramado no coração do cristão (Rm 5.5) e quando Deus corrige,
demonstra amor pelos seus filhos (Hb 12.6,7).
Algumas características ligadas intimamente ao
amor, até mesmo fazendo parte dele, são: bondade, misericórdia, longanimidade e
graça.a com suas criaturas (At 14.17).
·A
misericórdia é o aspecto da bondade que faz Deus demonstrar piedade e
compaixão (Ef 2.4,5).
·A
longanimidade fala sobre o controle diante das provocações (1Pe 3.20).
·Graça é
o favor imerecido de Deus demonstrado primariamente pela pessoa e obra de Jesus
Cristo (2Tm 1.9).
O fato de Deus ser amor não é base para o
“universalismo”, ou seja, que, no final, ele acabará salvando todas as pessoas.
O amor não anula outros atributos de Deus como santidade e justiça. Tal heresia
é totalmente contraditória ao ensino bíblico (Mc 9.45-48).
A Santidade de
Deus. No hebraico, de ser santo “apartar ou separar” é uma das mais
proeminentes palavras do antigo testamento, e se aplica antes de tudo a
Deus. A mesma ideia estar expressa no
novo testamento. Significa que Deus é
separado de tudo que é indigno ou impuro e que, ao mesmo tempo, é completamente
puro e distinto de todos os outros.
a santidade é uma
qualidade marcante de Deus (Jo 17.11; 1Pe 1.15,16; Ap
4.8).
A santidade de Deus
torna necessário o afastamento entre ele e os pecadores — a menos que estes
sejam feitos santos por intermédio dos méritos de Cristo.
A santidade divina
deve fazer o cristão ser sensível ao seu pecado (Is 6.3,5; Lc
5.8). A santidade dele o torna padrão para nossa vida e conduta (1Jo 1.7).
Depoimento quanto a santidade de Deus
(Ex 15.11; Lv 11.45; Js 24.19; Is 6.3; 1Sm 2.2).
Significado da santidade de Deus
A santidade de Deus
significa a sua absoluta pureza moral. Indica que Ele não pode pecar nem
tolerar o pecado. Na sua santidade deus aborrece o pecado, ainda que ame o
pecador. Uma vez que o sentido original da palavra “santo” é “separado”. Em que
sentido estar Deus separado de alguém ou de algo?
Ele estar separado do homem quanto o espaço
Ele está no céu e o
homem na terra;
Ele estar separado do homem quanto a natureza e
caráter;
Ele é perfeito o
homem é imperfeito; Ele é divino o homem é humano e carnal; Ele é moralmente
perfeito, o homem é pecaminoso.
Como atributo
divino, a Santidade mantem distinção entre Deus e a criatura. Não denota apenas
um atributo de Deus, mas a própria natureza divina. Por tanto, quando Deus
revela a si mesmo de modo a impressionar com sua divindade, diz-se que Ele se
santificou, isto é, que Ele se revela-se a si mesmo como o “santo” quando os
serafins da visão de Isaias 6, narram o resplendor divino que emana daquele que
estar assentado sobre o trono, eles não exclamam: ‘‘onipotente, onipotente,
onipotente é o Senhor dos exércitos, nem onisciente, onisciente, onisciente é o
Senhor dos exércitos, mas Santo, Santo, Santo é o Senhor do exércitos”.
Deus é Santo em si mesmo
Somente Deus é
santo em si mesmo. Descrevem-se desta maneira o povo, os edifícios e objetos
Santos porque Deus os fez santo e os tem santificado, isto é, separado para o
seu uso. A palavra Santo quando aplicado a pessoas ou objetos é termo que
expressa relação com Jeová, pelo fato de estarem separados para o seu serviço.
Sendo separados, os objetos precisam estar limpos; e as pessoas devem
consagrassem e viver de acordo com a lei da santidade divina.
A manifestação da santidade de DEUS
Se o homem reagir
perante a majestosa santidade de Deus, tomando de pasmo sentimento de
insignificância, essa reação face a santidade de Deus, se revelara na pratica
fazendo-lhe sentir sua impureza e seu pecado. Assim aconteceu ao profeta
Isaias, quando viu a gloriosa manifestação da Santidade divina.
Uma visão singular
Resultante da
singular visão que tivera da gloria e majestade do Senhor (Is 6.1,7)
A santidade de Deus revelada na lei moral.
A santidade de Deus
estar revelada na lei moral, gravada por Ele no coração do homem manifesta por
meio da consciência, e mais particularmente na revelação especial através da
sua palavra, principalmente na lei dada a Israel, conforme trata o texto
anterior. Aquela lei, em todos os aspectos, visava imprimir sobre Israel a
ideia da Santidade de Deus, e para despertar no povo a necessidade de viver uma
vida santa. Esse propósito é ilustrado através de símbolos e tipos expressando
a santidade em torno da nação santa, também se revelou essa santidade divina do
mundo como Deus premiou a obediência e castigou a desobediência.
A mais sublime revelação da Santidade de Deus
A mais alta
revelação da santidade de Deus nos tem sido dada em Jesus Cristo, a quem a bíblia
apresenta como o Santo e o justo (At 3.14). Ele refletiu em sua vida a perfeita
santidade de Deus. Por último, temos também a santidade de Deus revelada na
igreja, o corpo vivo de Cristo.
A justiça está ligada à lei, à moralidade e à
retidão. Deus é reto em relação a si mesmo e em relação à criação.
A Bíblia muito
enaltece a justiça de Deus (Sl 11.7; 19.9; Dn 9.7; At
17.31).
ü Justiça regencial – É
a retidão que Deus manifesta como soberano tanto dos bons como dos ímpios ( Sl
99.4; Is 33.22; Rm 1.32 ).
ü Justiça remunerativa
- Manifesta-se na distribuição de recompensas tanto aos homens como aos anjos (
Dt 7.9,12-13; Sl 58.11; Mq 7.20; Rm 2.7; Hb 11.26 ).
ü Justiça retributiva –
Essa justiça relaciona-se com a aplicação de penalidades, é uma expressão da ira
divina (Rm 1.32; 2.9; 12.19; 2 Tm 1.8).
Deus é verdade. “ A veracidade divina implica que ele é o
Deus verdadeiro, e que todo o seu conhecimento e todas as suas palavras são ao
mesmo tempo verdadeiras e o parâmetro definitivo da verdade. Ele não pode mentir
nem se contradizer ( 1Sm 15.29 ). A verdade, veracidade e fidelidade de Deus,
são manifestas no decorrer de toda a narrativa bíblica.
Depoimento bíblico quanto a veracidade de
Deus
(Sl 31.5; Jo 3.33;
1Ts 1.9; 1Jo 5.20;).
Veracidade e perfeição de Deus
A veracidade é um
dos múltiplos aspectos da perfeição divina. Deus é ao mesmo tempo, veraz e
perfeito. “Deus não é homem para que minta”.
A mentira é
incompatível com a natureza divina. Devemos ter sempre em mente que quando
estamos tratando com Deus, estamos tratando com um ser verdadeiro e disposto a
cumprir as suas santas e boas palavras (Jr 1.12). Por isso, devemos por nEle
toda a nossa confiança ( Sl 125.1), na certeza de que Ele estabelecera o nosso
direito e nos conduzira a toda verdade.
Deus
é fiel ( Jo 1.9; Ap
19.2 ). “ Em todas as relações com o seu
povo, Deus é fiel. Pode-se confiar nele, com segurança.
A fidelidade é
outro aspecto da veracidade divina. Deus é fiel, pois cumpre todas as suas
promessas feitas a seu povo. Ao profeta jeremias Ele disse: “eu velo sobre a
minha palavra para a cumprir” (Jr 1.12). Noutras passagens das escrituras como
as que se seguem, a pontam para a fidelidade de Deus como uma qualidade
inerente a sua veracidade(Dt 7,9; 33.4 Sl 117.2; 1Co 1.9).
A fidelidade de
Deus é de extrema importância para o seu povo. Constituiu para os crentes em
Jesus a base de sua confiança nEle, o fundamento de sua esperança é a causa de
seu gozo. Pela fidelidade de Deus, as leis naturais mantem-se inalteradas, as
suas promessas continuam se cumprindo, os santos continuam protegidos, pecados
arrependidos são perdoados convertidos, os salvos serão arrebatados, os ímpios
serão condenados, satanás será banido da terra e posto em seu lugar, enquanto
que novos céus e nova terra serão estabelecidos.
A ira de Deus.
Consiste na santa reação do ser de Deus contra aquilo que é contrário à sua
santidade ( Sl 78.31; Os 5.10; Jo 3.36; Rm 1.18 ).
Os Nomes de Deus
Os vários nomes e títulos dados a Deus na Bíblia revelam
muito em relação a Seu caráter e governo. Na Bíblia, os nomes de pessoa,
lugares e coisas são de grande significado; os nomes foram escolhidos por
motivo de seu significado. Nós damos nome a nossos filhos hoje sem nem pensar
no significado e muitas vezes o nome não é apropriado ao caráter a quem foi
dado. Muitos homens já receberam o nome de Jesus, mas a um só este nome foi
apropriado; a Jesus de Nazaré. As vezes encontramos um ignorante com o nome de
Rui ou um gago com nome dum grande orador. Mas os nomes de Deus na Bíblia são
muito bem apropriados e pode-se aprender muito pelo estudo de Seus nomes.
Alguns dos nomes de Deus dizem respeito a Ele como sujeito:
Jeová, Senhor, Deus; outros são atribuídos como predicados que falam dEle ou a
Ele, como: Santo, justo, bom, etc. Alguns nomes expressam a relação entre Deus
e as criaturas: Criador, Sustentador, Governador, etc. Alguns nomes são comuns
às três pessoas, como; Jeová, Deus, Pai, Espírito. E outros são nomes próprios
usados para expressarem Sua obra e Seu caráter.
O nome de Deus é o que Ele é: representação do Seu caráter.
Mas o Criador é tão grande que nome algum jamais será adequado à Sua grandeza.
Se o céu dos céus não O pode conter, como pode um nome descrever o Criador?
Portanto, a Bíblia contém vários nomes de Deus que O revelam em diferentes
aspectos de Sua maravilhosa personalidade.
ELOÌM (ELOHIM)Este é o primeiro nome de Deus encontrado nas Escrituras (Gênesis 1:1), e aqui o nome encontra-se em sua forma plural, mas o verbo continua no singular, indicando a pluralidade das pessoas na unidade do Ser. Este nome denota a grandeza e o poder de Deus. Este nome encontra-se somente no relato da criação (Gênesis 1:1-2:4); é o Seu nome de criação. Eloím é sempre traduzido no português, como Deus em nossa Bíblia. De acordo com a opinião mais ponderada entre os estudiosos, esta palavra é derivada duma raiz na língua árabe que significa "adorar". Esta opinião é fortalecida quando observamos que a mesma palavra é usada inapropriadamente para anjos, dos homens, e falsas divindades. No Salmo 8:5 a palavra anjos é eloím no texto original, e vemos que certas vezes os anjos são impropriamente louvados. No Salmo 82:1,6 eloím é traduzido deuses, e é usado para homens. Em Jeremias 10:10-12 temos o verdadeiro Deus (eloím) contrastado com os "deuses" (eloím) que não fizeram os céus nem a terra, implicando assim que ninguém, não ser Deus, é objeto próprio de adoração.
“ El”
“El” Significa “Deus” ou “deus”. Neste caso, o termo “El” era usado pelos
povos de idiomas semíticos, de modo geral, para se referir aos deuses de várias
religiões e também para se referir ao “Deus dos Hebreus”, isto é,“El” era
usado para denominar um deus falso e o “Deus Verdadeiro”. E para que
houvesse uma distinção entre o deus falso e o “Deus Verdadeiro”, foram
freqüentemente Inseridos Adjetivos ou Predicados Definidores para Fazer
Referência Ao Deus Vivo. Por exemplo, em Dt 5:9 está escrito “ Porque
Eu, O Senhor Yahweh ”, Teu Deus ( Elohim ) Sou Deus (
El Zeloso”.
Um outro exemplo nós
podemos encontrar em Gn 33:20, onde um altar é erguido para Deus levando O Nome
de “ El EloheYsra’el ”, Que Significa Deus, O Deus de
Israel.
Aparece 3 mil vezes no
antigo testamento, das quais cerca de 2300 referem-se ao Deus de Israel, o único e verdadeiro( Gn
1.1;Sl 68.1)
EL-SHADAI (SHADDAY)
Este nome composto é traduzido "Deus o Todo
poderoso" (El é Deus e Shadai é Todo poderoso). O título El é Deus no
singular, e significa forte ou poderoso. El é traduzido 250 vezes no Velho
Testamento como Deus. Este título é geralmente associado com algum atributo ou
perfeição de Deus, como; Deus Todo poderoso (Gênesis 17:3); Deus Eterno
(Gênesis. 21:33); Deus zeloso (Êxodo 20:5); Deus vivo (Josué 3:10).
Shadai, sempre traduzido Todo-poderoso, significa
suficiente ou rico em recursos. Pensa-se que a palavra é derivada duma outra
que significa seios. A palavra seio nas Escrituras simboliza bênção e nutrição.
Na pronúncia da última bênção de Jacó sobre José quando morria, entre outras
coisas disse: "Pelo Deus (El) de teu pai o qual te ajudará, e pelo
Todo-poderoso (Shadai), o qual te abençoará com bênçãos dos céus de cima, com
bênçãos do abismo que está debaixo, com bênçãos dos peitos e da madre".
Gênesis 49:25. Isaías, ao descrever a excelência futura e as bênçãos de Israel,
diz: "E mamarás o leite das nações, e te alimentarás dos peitos dos reis;
e saberás que eu sou o Senhor, o teu Salvador, e o teu Redentor, o Possante de
Jacó". Isaías 60:16. O povo de Deus será sustentado pelos recursos das
nações e dos reis porque seu Deus é El-Shadai - O poderoso para abençoar.
EL ELYON
“El Elyon” significa “Deus Altíssimo”. Este título foi usado por Melquisedeque ao Adorar o Deus Que Está Acima de Todos os deuses, O Deus Que Está Acima de Toda e qualquer criatura, porque Ele é O Deus Exaltado e o Dono de Tudo que Existe (Gn 14:18-20; Nm 24:16; Dt 32:8).
EL OLAM
“El Olam” Significa “Deus Eterno”. Este Nome que Abraão Usou
para se Referir a Deus Revela que Deus é Um Ser Eterno e
Indestrutível em comparação com os falsos deuses (Gn 21: 33).Embora o
termo “ El ” Se Refira Tanto ao Deus verdadeiro como aos deuses falsos,
não obstante, é possível entender que quando o termo “ El ” é Usado
Para Se Referir ao Deus Verdadeiro. A Palavra “Deus” Aparece na
Tradução da Nossa Bíblia em Maiúsculas, enquanto que para os deuses
falsos a expressão “deus” aparece em minúsculas (Dt 4:28).
ADONAI
Este nome de Deus
está no plural, denotando assim a pluralidade das pessoas na Divindade. É
traduzido como Senhor em nossa Bíblia e denota uma relação de Senhor e escravo.
Quando usado no possessivo, indica a posse e autoridade de Deus. A escravidão é
uma bênção quando Deus é o Dono e Senhor. Nos dias de Abraão, a escravidão era
uma relação entre homem e homem e não era um mal implacável. O escravo comprado
tinha a proteção e os privilégios não gozados pelos empregados assalariados. O
escravo comprado devia ser circuncidado e tinha permissão de participar da
Páscoa. Êxodo 12:44.
Esta palavra no
singular (Adon) refere-se a homem mais de duzentas vezes no Velho Testamento e
é traduzida várias vezes como; Senhor, Mestre, Dono. Este nome de Deus é usado
pela primeira vez no Velho Testamento em conexão com Abraão. Abraão foi o
primeiro a chamar Deus de Adonai. Abraão como dono de escravos reconhecia Deus
como seu mestre e proprietário. Quando Abraão retorna da sua vitória sobre os
reis, depois de ter libertado Ló, o rei de Sodoma queria gratificá-lo, mas ele
recusou recompensas. E "depois destas coisas veio a palavra do Senhor
(Jeová) a Abraão dizendo: "Não temas, Abraão, Eu sou teu escudo e tua
grande recompensa, e Abraão disse: Senhor Deus" (Adonai Jeová). Ele que
possuía escravos reconhecia a si próprio como escravo de Deus.
JEOVÁ
Este é o mais famoso dentre os nomes de Deus e é
predicado dele como um Ser necessário e auto-existente. O significado é: AQUELE
QUE SEMPRE FOI, SEMPRE É E SEMPRE SERÁ. Temos assim traduzido em Apocalipse
1:4: "Daquele que é, e que era, e que há de vir".
Jeová é o nome pessoal, próprio e incomunicável
de Deus. No Salmo 83:18 lemos: "Para que saibam que tu, a quem só pertence
o nome Jeová, és o Altíssimo sobre toda a terra". Os outros nomes de Deus
são às vezes empregados a criaturas, mas o nome Jeová é usado exclusivamente
para o Deus vivo e verdadeiro.
Os judeus tinham uma reverência supersticiosa por
este nome e não o pronunciavam quando na leitura, antes o substituíam por
Adonai ou Eloím. Este é o nome de Deus no concerto com o homem. Este nome
aparece aproximadamente sete mil vezes e na maioria é traduzido como
"Senhor". Como já dissemos ele inclui todos os tempos; passado,
presente e futuro. O nome vem de uma raiz que significa "Ser."
A. W. Pink tem comentários esclarecedores sobre a
relação entre Eloim e Jeová em seu livro: A Inspiração Divina da Bíblia, e
citamos: "Os nomes Eloim e Jeová são encontrados nas páginas do Velho
Testamento diversas mil vezes, mas nunca são usados de modo negligente nem
alternadamente. Cada um destes nomes tem um propósito e significado definido, e
se os substituirmos um pelo outro a beleza e a perfeição de muitas passagens
seriam destruídas. Como ilustração: A palavra "Deus" aparece em todo
o capítulo de Gênesis 1, mas "Senhor Deus" no capítulo 2. Se nestas
duas passagens os nomes fossem invertidos; falha e defeito seriam o resultado.
"Deus" é o título de criação, enquanto que "Senhor" implica
relação de concerto e mostra Deus tratando com Seu povo. Portanto, em Gênesis
1, "Deus" é usado, no capítulo 2 "Senhor Deus" é empregado
e através do resto do Velho Testamento estes dois nomes são usados
discriminadamente e em harmonia com seus significados neste dois primeiros
capítulos da Bíblia. Um ou dois exemplos serão o suficiente. "E entraram
para Noé na arca, dois a dois de toda carne que havia espírito de vida. E os
que entraram, macho e fêmea de toda carne entraram, como Deus (Eloím, C. D.
Cole) lhe tinha ordenado; "Deus", porque era o Criador exigindo o
respeito de Suas criaturas; mas no restante do mesmo versículo, lemos: "e
o Senhor (Jeová, C. D. C.) fechou-a por fora, (Gênesis 7:15-16) isto porque a
ação de Deus para com Noé estava baseado na relação de concerto. Quando saiu
para enfrentar Golias, Davi disse: "Neste dia o Senhor (Jeová) te
entregará na minha mão (porque Davi tinha um concerto com Deus) e ferir-te-ei,
e te tirarei a cabeça, e os corpos do arraial dos filisteus darei hoje mesmo às
aves dos céus e às bestas da terra; e toda a terra saberá que há Deus (Eloím)
em Israel; E saberá toda esta congregação (que estava em relação de concerto
com Ele) que o Senhor (Jeová) salva não com espada nem com lança". 1
Samuel 17:46-47. Mais uma vez: "Sucedeu pois que, vendo as capitães dos
carros a Josafá disseram: É o rei de Israel e o cercaram para pelejarem, porém
Josafá clamou, e o Senhor (Jeová) o ajudou. E Deus (Eloim) os desviou
dele". 2 Crônicas 18:31. E assim temos exemplos através todo o Velho
Testamento.
OS TÍTULOS DE JEOVÁ
O nome Jeová é muitas vezes usado de modo
composto com outros nomes para apresentar o verdadeiro Deus em algum aspecto de
Seu caráter, satisfazendo certas necessidades de Seu povo. Existem quatorze
destes títulos de Jeová no Velho Testamento, mas neste volume não há espaço
para se tratar de cada um separadamente. Teremos que nos satisfazer com uma
apresentação dos títulos e algumas referências onde são usados:
JEOVÁ-HOSENU, "Jeová nosso criador".
Salmo 95:6.
JEOVÁ-JIRÉ, "Jeová proverá". Gênesis
22:14.
JEOVÁ-RAFÁ, "Jeová que te cura". Êxodo
15:26.
JEOVÁ-NISSI, "Jeová, minha bandeira".
Êxodo 17:15..
JEOVÁ-ELOENU, "Jeová nosso Deus". Salmo
99:5 e 8.
JEOVÁ-ELOEKA, "Jeová teu Deus". Êxodo
20:2,5,7.
JEOVÁ-ELOAI, "Jeová meu Deus". Zacarias
14:5.
JEOVÁ-SHALOM, "Jeová envia paz". Juízes
6:24.
JEOVÁ-TSEBAOTE, "Jeová das hostes". 1
Samuel 1:3.
JEOVÁ-ROÍ, "Jeová é meu pastor". Salmo
23:1.
JEOVÁ-HELEIÓN, "Jeová o altíssimo".
Salmo 7:17; 47:2.
JEOVÁ-TSIDKENU, "Jeová nossa justiça".
Jeremias 23:6.
JEOVÁ-SHAMÁ, "Jeová está lá". Ezequiel
48:35.
OS NOMES DE DEUS NO NOVO TESTAMENTO
1. TEOS.
No Novo Testamento grego este é geralmente o nome de Deus, e corresponde a
Eloim no Velho Testamento hebraico. É usado para todas as três pessoas da
Trindade, mas especialmente para Deus, o Pai.
2. PATER.
Este nome corresponde ao Jeová do V. T., e denota a relação que temos com Deus
através de Cristo. É usado para Deus duzentas e sessenta e cinco vezes e é
sempre traduzido como Pai.
3. DÉSPOTES.
(Déspota no português). Este título denota Deus em Sua soberania absoluta, e é
semelhante a Adonai do V. T. Encontramos este nome apenas cinco vezes no N. T.,
Lucas 2:29; Atos 4:24; 2 Pedro 2:1; Judas 4; Apocalipse 6:10.
4. KÚRIOS.
Este nome é encontrado centenas de vezes e traduzido como; Senhor (referendo a
Jesus), senhor (referendo ao homem), Mestre (referendo a Jesus), mestre
(referendo ao homem) e dono. Em citações do hebraico usa-se muitas vezes em
lugar de Jeová. É um título do Senhor Jesus como mestre e dono.
Destes nomes todos do Ser Supremo, aprendemos que
Ele é O Ser eterno, imutável, autoexistente, autossuficiente, todo-suficiente e
é o supremo objeto de temor, confiança, adoração e obediência.
Não podemos esquecer as seguintes lições quanto
ao nome de Deus:
O Seu Nome deve Ser Invocado Como Ato de Adoração
(Gn 12:8);
O Seu Nome deve Ser Temido (Dt 28:58);
O Seu Nome deve Ser Glorificado (Sl 86:9);
O Seu Nome Deve Ser Louvado (II Sm 22:50);
O Seu Nome Não Deve Ser Usado em Vão (Ex
20:7)
E Nem Ser Profanado, ou blasfemado (Lv 18:21; 24:16);
O Seu Nome Deve Ser Santificado (Mt 6:9).
VIII.
QUANTAS
PESSOAS HÁ NA DIVINDADE?
Há três pessoas na Divindade: o Pai, o Filho e o Espírito
Santo, e estas três são um Deus, da mesma substância, iguais em poder e glória.
Ref.
Mt 3.16-17; 28.19; 2Co 13.13; Jo 1.1; 3.18; At 5.3-4; Hb 1.3; Jo 10.30.
Vamos
analisar este assunto estudando o artigo abaixo:
Calvino
sobre a Trindade
W.
Gary Crampton
Tradução:
Felipe Sabino de Araújo Neto
O Deus da Escritura, declarou o Refomador, é
monoteísta e trinitariano. Ele é um em essência, todavia três em pessoas; cada
pessoa é cem por cento divina (Institutas I:13:1-20). Nesse sentido, o Deus da
Escritura é distinto de todos os ídolos (I:13:2). Calvino escreveu:
Há em Deus três
hipóstases [pessoas]… o Pai e o Filho e o Espírito são um e único Deus, todavia
de modo que Filho não é o Pai como tal; ou o Espírito, o Filho; ao contrário…
são distintos entre si por determinada propriedade… Onde se faz menção simples
e indefinida de Deus, esse termo cabe ao Filho e ao Espírito não menos que ao
Pai. Tão logo, porém, se compara o Pai com o Filho, a propriedade específica
distingue cada um do outro… Afirmo ser incomunicável tudo quanto é peculiar a
cada um individualmente, porquanto não pode competir com, ou transferir-se ao
Filho, o que quer que se atribui ao Pai como característica de diferenciação.
[Institutas I:13:2, 5-6].2
Dentro da Trindade existe uma unidade
perfeita, uma unidade ensinada tanto no Antigo como no Novo Testamento. Calvino
cita com aprovação Gregório Nazianzeno: “Não posso pensar em um e único, sem
que me veja imediatamente envolvido pelo fulgor dos três; nem posso distinguir
os três, sem que me veja imediatamente voltado para um e único” (Institutas
I:13:17).
De acordo com o Reformador
de Genebra, a doutrina da Trindade, em sua unidade magnificente, é
perfeitamente lógica. Em seu Catecismo da Igreja de Genebra, lemos:
Mestre: Visto que
existe apenas um Deus, por que você aqui menciona três, o Pai, o Filho e o
Espírito Santo?
Aluno: Porque na única
essência de Deus, cabe a nós olhar para Deus o Pai como o princípio e origem, e
a primeira causa de todas as coisas; depois para o Filho, que é a sabedoria
eterna; e por último, para o Espírito
Santo, como sua energia difusa sobre todas as coisas, mas ainda perpetuamente
residente nele mesmo.
Mestre: Você quer dizer
que não há nenhum absurdo em sustentar que essas três pessoas estão uma única
Deidade, e Deus não é, portanto, dividido?
Aluno: Exatamente.
Na doutrina de Calvino
sobre Deus, não existe nenhum lugar para subordinacionismo (a doutrina de que
existe um Deus, que é o Pai; o Filho e o Espírito são deuses menores, se é que
deuses) ou modalismo (a doutrina que Deus é um em essência e um em pessoa; não
existem três pessoas, mas apenas três formas diferentes de se referir a uma
pessoa) dentro da Trindade. De fato, ele mantinha que essas duas falsas
doutrinas eram a raiz de toda heresia (Institutas I:13:21-29). (A definição de
um herético para Calvino é a de alguém que sustenta uma doutrina falsa e que
não é ensinável [Institutas I:13-21-22].).
Nessa seção das
Institutas, Calvino é bem gracioso em apoiar alguns dos pais da igreja
primitiva (e.g., Tertuliano, Justino), que ele afirma não terem se confundido
em seu Trinitarianismo. Ao mesmo tempo, ele cita corretamente a ortodoxia pura
de Agostinho nesse assunto. (Deve ser lembrado que embora Calvino
frequentemente apelasse aos ensinos de outros teólogos, ele considerava a
Bíblia somente como o padrão pelo qual todo dogma deve ser testado.)
Calvino reconheceu
apropriadamente uma ordem de economia, ou administração, dentro da Divindade
Triúna. Nisso há uma forma de subordinação. É o Pai quem envia o Filho e o Pai
e o Filho quem enviam o Espírito para executar suas tarefas específicas na
redenção (Institutas I:13:6, 24, 26, 28). Calvino não estava feliz com a
terminologia da “eterna filiação ” ou “eterna geração” do Filho (e assim, por
implicação, a “eterna processão” do Espírito), se estamos nos referindo à
Trindade ontológica. (Ele era militantemente oposto à subordinação implícita
expressa no Credo Niceno: “gerado pelo Pai”, “da [ek] substância [ousias] do
Pai.”) Essa é uma “doutrina tola”, disse Calvino; é de “reduzido proveito” e
“supérfluo enfado” falar da relação ontológica do Filho com o Pai dessa maneira
(Institutas I:13:29); é uma doutrina “detestável” (Institutas I:13:24). Sem
dúvida, se a linguagem é usada com respeito ao relacionamento funcional do
Filho para com o Pai, então é perfeitamente apropriada.
Calvino também prontamente
afirmou que o termo gerado é apropriado, se tudo o que queremos dizer é o
relacionamento eterno que o Filho tem com o Pai. O Filho sempre foi o Filho
(Deus é imutável); ele deriva sua Filiação do relacionamento no qual ele
permanece para com o Pai (Institutas I:13:7, 8, 18, 23-24). Calvino escreveu:
Ora, somos ensinados nas Escrituras que Deus, no que respeita à essência, é um
só e único, e daí ser ingênita a essência tanto do Filho quanto do Espírito.
Como, porém, o Pai é primeiro em ordem… com razão… é tido por princípio e fonte
da Deidade em seu todo. Portanto, afirmamos que a Deidade, em acepção absoluta,
existe em si mesma, do quê confessamos que também o Filho, até onde é Deus,
existe por si mesmo, distinguida a acepção de pessoa; mas, até onde ele é o
Filho, afirmamos que procede do Pai. Conseqüentemente, sua essência carece de
princípio; da pessoa [isto é, com respeito à ordem], porém, Deus mesmo é o
princípio. [Institutas I:13:25] Mas isso é algo totalmente diferente de
atribuir derivação ontológica ao Filho.
Em suas Institutas,
Calvino argumentou a favor da plena deidade do Filho (Institutas I:13:7-13) e
do Espírito (Institutas I:13:14-15), bem como do Pai. Quanto ao primeiro,
Calvino citou várias passagens do Antigo Testamento para apoiar a existência
pré-encarnada de Jesus (Isaías 9:6; Jeremias 23:5-6; Juízes 6:11-12, 20-22). E
no Novo Testamento, os títulos e nomes referentes à deidade são usados de
Cristo. Da mesma forma, as obras realizadas pelo Filho confirmam sua divindade
(Institutas I:13:7-13). Além do mais, em seus comentários sobre Romanos 9:5,
Tito 2:13, Hebreus 1:8 e 1 João 5:20, Calvino ensinou que a Bíblia refere-se a
Cristo como verdadeiro Deus.
Quanto ao Espírito
Santo, sua deidade é também manifesta no Antigo Pacto, bem como no Novo. Suas
obras (e.g., criação) são apresentadas como aquelas de um ser divino. Da mesma
forma, tanto o Antigo como o Novo Testamento revelam claramente seus labores
salvíficos, sua autoria da Escritura, sua habitação dos eleitos, etc. O próprio
fato que a blasfêmia contra o Espírito é um pecado imperdoável, manifesta da
mesma forma sua deidade (Institutas I:13:14-15).
Fonte: What Calvin Says, W. Gary Crampton,
Trinity Foundation, p. 55-9.
IX.
A TRINDADE DIVINA
A Doutrina da trindade consiste num dos grandes mistérios
da fé cristã. Em suas confissões indaga Santo Agostinho: “ quem compreende a
trindade onipotente? E quem fala dela ainda que não a compreenda? É rara a
pessoa que ao falar da Santíssima Trindade, saiba o que diz, contendem e
discutem. E, contudo, ninguém contempla essa visão sem ter paz interior”.
As escrituras nos ensinam que Deus é Um e que além dEle
não existe outro Deus. Contudo, a unidade divina é uma unidade composta de três
pessoas distintas e divinas que são: DEUS PAI, DEUS FILHO E DEUS ESPIRITO
SANTO. Não se trata de três deuses independentes. São três pessoas, mas um só
DEUS. Os três cooperam unidos e num mesmo proposito, de maneira que no pleno
sentido da palavra, no entanto, em cada uma dessa operações os três estão
presentes.
O que a bíblia
ensina sobre a trindade?
Após trazer todas as coisas a existência por meio de um
simples e poderoso HAJA, tendo de formar o homem, disse Deus “ façamos o homem
a nossa imagem, conforme a nossa semelhança”
(Gn1.26). a respeito do homem após a queda disse Deus:
“eis que o homem é como um de Nós” (Gn 3.22). no relato bíblico da confusão das
línguas em Babel, lemos ainda Deus dizendo: “vinde, desçamos e confundamos ali
a sua linguagem” (Gn 11.7). na visão de Isaias quando se deu o seu chamamento
lemos que Deus perguntou: “aquém enviarei, e quem há de ir por Nós?” ( Is 6.8).
A trindade no
novo testamento
(Mt 3.16,17; 28.19; 1Co 12.4,6; 2Co 13,13; Ef 4 a 6; 1Pe
1.2; Ap 1.4,5)
A trindade
definida
Tendo no antigo testamento como no novo, títulos divinos
são atribuídos distintamente as três pessoas da trindade.
·
A respeito do Pai ( Ex 20.2)
·
A respeito do Filho (Jo 20.28)
·
A respeito do Espirito Santo (At 5.3,4)
Cada pessoa na trindade da
bíblia édescritacomo sendo:
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atributos
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Pai
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Filho
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Espirito
Santo
|
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Onipresente
Onipotente
Onisciencia
Criador
Eterno
Santo
Santificador
Forte de vidaeterna
Ressuscitador
Inspirador dos profetas
Supridor de ministros a
igreja
Salvador
|
Jr 23.24
GN 17.1
At 15.18
Gn 1.1
Rm 16.26
Ap 4.8
Jo 10.36
Rm 6.23
1Co 6.14
Hb 1.1
Jr 3.15
2Ts 2.3
|
Ef
1.20,23
Ap 1.8
Jo 21.17
Jo 1.3
Ap
22.13
At
3.14
Hb
2.11
Jo 10.28
Jo
2.19
2Co 13.3
Ef
4.11
Tt 3.4,6
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Sl
119.7
Rm 15.19
1Co 2.1
Jo 33.4
Hb
9.14
1Jo 2.20
1Pe 1.2
Gl 6.8
1Pe 3.18
Mc 13.11
At 20.28
1Pe 1.2
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Na
unidade da divindade há três pessoas de uma mesma substância, poder e eternidade – DEUS O PAI, DEUS
O FILHO E DEUS O ESPIRITO SANTO. O Pai não é de ninguém o filho é eternamente
gerado do Pai; o Espirito Santo é eternamente procedente do Filho.
DEUS O PAI
Nas escrituras o nome de PAI nem sempre é dado a Deus no
mesmo sentido.Como você verá em seguida, este nome estar relacionado a Deus em
pelo menos quatro diferentes sentidos:
Deus, o Pai de toda a criação (1Co 8.6; Ef 3.14, 15; Hb 12.9).
Neste
caso, o nome PAI se aplica particularmente a primeira pessoa da trindade, a
quem de maneira especial, a revelação divina atribuía a obra da criação.
Deus PAI de
Israel
A
palavra PAI também aplica-se á Deus para expressar a relação teocrática na qual
Ele permanece com Israel, seu povo do antigo testamento ( Dt 32.6; Is 63.16; Jr
3.4; Ml 1.6)
Deus, o PAI dos Crentes
No novo
testamento o nome PAI referente a Deus, assume uma dimensão completamente nova,
quando fala da paternidade de Deus para com aqueles que nasceram da palavra e
do espirito (Mt 5.45; 6.6; 1Jo 3.1)
Deus, o PAI de Jesus
Num sentido inteiramente diferente, o nome Pai se aplica a primeira
pessoa da trindade em relação a segunda, isto é, Jesus Cristo ( Mt 3.17; Jo
1.14; 8.54).
Deus, o Filho
Das
três pessoas da trindade, a única revelada corporalmente aos homens, foi a
segunda, o Senhor Jesus Cristo. E, por incrível que pareça e sobre a pessoa de
Cristo que por séculos seguidos tem surgido as mais diferentes discussões. A
pergunta: “quem diz o povo ser o filho do homem”? (Mt 16.13), tem sido dada as
mais diferentes respostas, contudo, a resposta bíblica permanece inalterada.
Segundo a bíblia Jesus Cristo é
DEUS
( Jo
1.1; Hb 1.3; Fp 2.6; Cl 1.15; 1Jo 5.2)
Muitas
afirmações feitas a respeito do Senhor Jeová no antigo testamento, são
interpretadas no Novo Testamento, referindo profeticamente a Jesus Cristo.
Compare as citações do Antigo Testamento com a do Novo Testamento:
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ANTIGO TESTAMENTO
ISAIAS 40.3, 4
ISAIAS 60. 19
ISAIAS 8. 12, 13
ISAIAS 8. 13,14
ISAIAS 60. 10
ÊXODO 3. 14
JEREMIAS 17. 10
NUMEROS 21. 6, 7
SALMOS 23.1
EZEQUIEL 34. 11, 12
DEUTERONOMIO 6.16
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NOVO TESTAMENTO
LUCAS 1.68,69,79
JOÃO 8.56, 58
LUCAS 2.23
JOÃO 12.37, 41
1
PEDRO 3.14,15
1
PEDRO 2.7, 8
1
CORÍNTIOS 10. 9
JOÃO 10.11
LUCAS 19. 10
MATEUS 4. 10
APOCALIPSE 2. 23
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Atributos da divindade em cristo
Atributos
inerentes a Deus PAI, relacionam-se harmoniosamente com Cristo, provando a sUa
divindade; por isso, a bíblia o apresenta como sendo Ele:
·
Primeiro
e o único
·
Senhor
dos Senhores
·
Criador
·
Rei
dos Reis
·
Juiz
·
Pastor
·
Cabeça
da Igreja
·
Senhor
de todos e Senhor da gloria
·
Verdadeira
luz
·
Caminho
·
A
verdade
·
A
vida
·
Perdoador
·
Preservador
de tudo
·
Doador
do Espirito Santo
·
Eterno
·
Santo
·
Verdadeiro
·
Onipresente
·
Onipotente
·
Onisciente
·
Santificador
·
Mestre
·
Inspirador
dos profetas
·
Inspirador
de ministros a Igreja
·
Salvador
O
Filho, como mediador entre Deus e os homens
Como enviado do PAI, o mediador entre DEUS
e os homens.
·
Filho
dependia do PAI (Jo 5.19, 36; 6.57).
·
Filho
foi enviado pelo PAI (Jo 6.29; 9.29, 42).
·
Filho
estava sobre a autoridade do PAI (Jo 10.18).
·
Filho
recebeu autoridade delegada pelo PAI (Jo10.18).
·
Filho
recebeu do PAI a sua mensagem (Jo 17.8; 8.26, 40).
·
Reino
do Filho foi estabelecido pelo PAI (Lc 22.29).
·
Filho
entregará o seu Reino ao PAI (1Co 15.24).
·
Filho,
como enviado do PAI, lhe estar sujeito (1Co 11.3; 15.27, 28).
Deus,
o Espirito Santo
Nos últimos anos, pouco se escrito sobre o
Espirito Santo – referimo-nos a obra especifica e de vulto. Porém, com o
surgimento do movimento pentecostal, dando a ênfase que da obra pessoal do
Espirito Santo, velo conhecido a objeto de indagação e pesquisa no campo de teologia.
A personalidade do ESPIRITO SANTO
O PAI e o FILHO dão
testemunho de si mesmo; porém, o ESPIRITO SANTO, jamais dar testemunho de si
mesmo; contudo, a bíblia apresenta como um ser dotado de personalidade, isto é,
que possui ou contem em si mesmo os elementos de existência pessoal, em
contraste com a existência impessoal. Pode se dizer que a personalidade existe
quando se encontra em uma única combinação, inteligência, emoção e volição
(vontade), ou ainda autoconsciência e autodeterminação de sorte que, ao usarmos
o termo pessoa, aplicando aos membros da TRINDADE, deve ser empregado em
sentido qualitativo ou limitado e não em organismos separados, conforme usamos
o termo a respeito do homem. A bíblia mostra a personalidade do ESPIRITO SANTO
quando diz que:
·
ELE
cria e dar vida JO
33.4
·
ELE
nomeia e comissiona ministros IS
48.16; AT 13.2; 20.28
·
ELE
dirige onde os ministros devem pregar AT 16.6, 7
·
ELE
instruiu o que os ministros devem pregar 1 Co 2.13
·
ELE
falou através dos profetas AT 1. 16; 1PE 1.11, 12; 2PE 1.21
·
ELE
contende com os pecadores GN 6.3
·
ELE
reprova
JO 16.8
·
ELE
consola AT
9.31
·
ELE
nos ajuda em nossas fraquezas RM 8.26
·
ELE
ensina
JO 14.26
·
ELE
santifica RM
15.16
·
ELE
testifica de CRISTO
JO 15.26
·
ELE
glorifica a CRISTO
JO 16.14
·
ELE
tem poder próprio RM
15.13
·
ELE
sonda tudo
RM 15.33,34
·
ELE
age segundo a sua vontade 1CO 12.11
·
ELE
habita com os santos JO 14.17
·
ELE
pode ser entristecido EF 4.30
·
ELE
pode ser envergonhado IS 63.10
·
ELE
pode sofrer resistência AT
7.51
·
ELE
pode ser tentado
AT 5.9
Nomes
divinos que são atribuídos ao ESPIRITO SANTO
·
ELE é chamado DEUS AT 5.34
·
ELE é chamado SENHOR 1 CO 3.18
Atributos
divinos do ESPIRITO SANTO
Por
toda a bíblia, atributos divinos conferidos ao PAI e ao FILHO são também conferidosao
ESPIRITO SANTO, entre os quais se destacam:
·
Eternidade Hb 9.14
·
Onipresença Sl
139.7,10
·
Onipotência Lc 1.35
·
Onisciência 1 Co 2.10
Muitas afirmações feitas no antigo testamento
referentes a JEOVA no Novo Testamento, são atribuídos ao ESPIRITO SANTO (IS
8.1; AT 28.25, 27; EX 16.7; HB 3.7, 10)
O nome do ESPIRITO SANTO aparece associado aos nomes
do PAI e do FILHO:
Na comissão
apostólica MT 28.19
Na operação dos dons
espirituais da igreja 1CO 12.4,6
Na benção
apostólica 2 CO 13.13
CONCLUSÃO
CONFISSÕES
DE SANTO AGOSTINHO
As perfeições de Deus
Que és, portanto, ó meu Deus? Que és, repito, senão o
Senhor Deus? Ó Deus sumo,
excelente, poderosíssimo, onipotentíssimo,
misericordiosíssimo e justíssimo.
Tão oculto e tão presente, formosíssimo e fortíssimo,
estável e incompreensível; imutável,
mudando todas as coisas; nunca novo e nunca velho;
renovador de todas as coisas, conduzindo à
ruína os soberbos sem que eles o saibam; sempre agindo e
sempre repouso; sempre
sustentando, enchendo e protegendo; sempre criando,
nutrindo e aperfeiçoando, sempre
buscando, ainda que nada te falte.
Amas sem paixão; tens zelos, e estás tranquilo; te
arrependes, e não tens dor; te iras, e
continuas calmo; mudas de obra, mas não de resolução;
recebes o que encontras, e nunca
Perdeste nada; não és avaro, e exiges lucro. A ti
oferecemos tudo, para que sejas nosso devedor;
Porém, quem terá algo que não seja teu, pois, pagas
dívidas que a ninguém deves, e perdoas
dívidas sem que nada percas com isso?
E que é o que até aqui dissemos, meu Deus, minha vida,
minha doçura santa, ou que
poderá alguém dizer quando fala de ti? Mas ai dos que
nada dizem de ti, pois, embora seu muito
falar, não passam de mudos charlatães.
Ao findarmos este
estudo, concluímos que a existência de DEUS é tão clara e evidente, que não
poderíamos conceder um universo tão perfeitos em suas leis, sem a presença de
um legislador, soberano e poderoso.
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